Quando Akira chegou aos cinemas no final dos anos oitenta, o público e a crítica ficaram chocados com o nível de detalhe e a fluidez das cenas de ação futuristas. O diretor Katsuhiro Otomo recusou cortar caminhos técnicos, resultando em um marco histórico que redefiniu o alcance da animação japonesa no mundo inteiro.
Animação em Vinte e Quatro Quadros Tradicionais
Na época, era comum que animações economizassem desenhos repetindo quadros a cada dois ou três frames. Akira utilizou vinte e quatro desenhos individuais por segundo em sequências chave, exigindo mais de cento e cinquenta mil desenhos feitos inteiramente à mão para dar vida à caótica metrópole de Neo-Tokyo.
Cores Criadas Exclusivamente Para a Obra
A produção encomendou mais de trezentas tintas com misturas de cores exclusivas para reproduzir a iluminação noturna, os rastros de luz das motos e a atmosfera cyberpunk decadente. O resultado é um espetáculo visual que permanece insuperável mesmo na era dos efeitos digitais por computador.
